Pozzo – O Porco que Dança

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30 de Setembro

22 horas

Cine-Teatro Garrett

Pozzo – O Porco que dança

co-produção d’Orfeu AC / Cão à Chuva

criação e dramaturgia Carlos Reis e Rui Paixão

Classificação Etária M/12

Duração60’


Género Artístico| New Clown
Criação e Dramaturgia | Carlos Reis e Rui Paixão

Interpretação | Rui Paixão
Música ao vivo e Sonoplastia | Carlos Reis
Desenho de Luz | Manuel Abrantes
Cenografia | Cristóvão Neto

sinopse:

Estranhamente surreal, um intérprete desdobra-se em diferentes personagens, numa performance que privilegia a investigação sobre o clown contemporâneo e o trabalho de máscara, além da música tocada ao vivo. Pozzo é um espetáculo cómico, interativo, interventivo e absurdamente cheio de sentido.

Uma metáfora permite uma aproximação vertiginosa à realidade: Pozzo é uma alegoria do ser politizado e hierárquico. Num ambiente pós-apocalíptico, os porcos são a principal vítima desta catástrofe. A obsessão de Pozzo em comer porcos trouxe a extinção da espécie e como consequência a fome instalou-se. O espaço privado desta figura é colocado em praça pública de uma forma grotesca e bizarra.


Este é o ponto de partida para o novo espetáculo dos criadores de “
Lullaby”, que percorreu o país em 2015 e recebeu vários prémios no Imaginarius (Portugal), Circada (Sevilha) e Fringe Festival (Edimburgo).

Sobre a d’Orfeu:

A d’Orfeu é uma associação cultural que iniciou actividade em 1995 em Águeda com o objectivo de dinamizar actividades culturais através da música e da sua relação com todas as outras formas de expressão. Nos primeiros anos dinamizou energicamente a formação das músicas tradicionais, rurais e urbanas, apresentando inovadores olhares sobre a tradição e organizou espólio documental. Nos anos seguintes, depositou atenção na criação de variadíssimos eventos públicos como os festivais temáticos com a perspicácia constante de apresentar oferta cultural normalmente alternativa em Portugal. 

A d’Orfeu tem vindo a dedicar-se ao reforço e à dinamização de recursos de apoio à criação e desenvolvimentos artísticos. Geograficamente expandida, tanto pelas relações que foi sustentando local e internacionalmente como pela diversidade de interesses, a associação ultrapassa hoje o seu espaço físico através de todos os seus sócios, amigos, alunos, parceiros, etc que pela sua actividade multirelacional representam uma vontade muito humana: a de questionar a cultura que temos, baralhar criativamente e voltar a dar.

Sobre a Cão à Chuva

Cão à Chuva nasce em Portugal no início do ano de 2015. É a resposta à necessidade de invadir o espaço público, o espaço real, e transformá-lo. Este projeto foi apoiado pelo IMAGINARIUS – Festival Internacional de Artes de Rua de Santa Maria da Feira que abriu as portas para acolher numa residência artística Rui Paixão e Carlos Reis. Lullaby é a primeira criação da companhia e nasce da vontade de encontrar novas escritas para rua, explorar a dramaturgia no espaço urbano e investigar e valorizar o clown contemporâneo. A rua assume o papel de maior relevância para a companhia por refletir como um espelho o perfeito

exemplo da monotonia e do hábito em que a vida facilmente se transforma, combater isso com a arte é o principal objetivo. Em Maio de 2015 a versão final do espetáculo Lullaby foi estreada no Imaginarius onde o Cão à Chuva foi considerado a Revelação das Artes de Rua pelo Imaginarius.

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