Auto da Barca do Inferno

de Gil Vicente

pelo Varazim Teatro

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Representado pela primeira vez em 1517, esta obra, paradigmática do pai do Teatro em Portugal, retrata através de um desfile de personagens-tipo, a sociedade do século XVI, com questões que ainda são de grande pertinência nos dias de hoje.

As personagens apresentam-se diante de duas figuras alegóricas o Anjo e o Diabo, cada um comandando a sua barca, a da Glória e a do Inferno. Os personagens esforçam-se para provar que merecem embarcar na barca do anjo, mas só alguns conseguem a dita salvação.

A corrupção, a mentira, a arrogância, a prepotência, a ganância e a avareza, por exemplo, são postas à prova na frente do espetador, que também exerce o papel de juiz. Exaltando virtudes como a simplicidade, a honestidade e a fé. A obra foi encenada através dos tempos e tem valor universal.

Mantendo a estrutura do Auto e adaptando-o para uma linguagem atual, o Varazim Teatro propõe um espetáculo em que o jogo dramático é realizado a partir da interação com o público. Pelo espetáculo passarão os personagens, com os seus objectos simbólicos e com as suas características bem marcadas. Prometendo diversão, aliada à aprendizagem e contacto com a obra deste grandioso autor português.

Ficha Técnica:
produção: Varazim Teatro
encenação e interpretação: Eduardo Faria e Joana Soares
música original: Paulo Lemos
cenário e figurinos: Joana Soares
vozes: Joana de Sousa, Lídia Almeida
coro dos cavaleiros: António Rebelo, Estêvão Calado, José Luís Sepúlveda, José Maria Carneiro, Maurício Carvalho
desenho de luz: Eduardo Faria
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